Livros – I

 

A era digital trouxe-nos facilidades, possibilidades, comodidades, versatilidades que, até há poucos anos, eram inimagináveis.

A maravilha que é poder disparar sem preocupações de quantidade de filme disponível, poder ver imediatamente o resultado de optar, testar e afinar enquadramentos, luzes, focos, exposições, trouxeram-nos para outra dimensão.

Antes, a preparação de uma sessão de fotografia, para mais se fosse em viagem, obrigava a preparação prévia e atenta – será que lá há rolos em boas condições ? – e a uma gestão parcimoniosa do material disponível – quantas vezes andámos a poupar disparos porque os rolos estavam a acabar ?

Por outro lado, as opções eram limitadas, logo à partida, pela escolha da sensibilidade do filme. O mais prudente era optar pelo todo-o-terreno, o confiável rolo de 36 fotografias a 200 ASA. E, a partir daí, era procurar o melhor compromisso com as condições de luz existente. No escuro, claro, porque o resultado só se veria muito depois.

Mas se hoje já não podemos (nem queremos) prescindir destas vantagens, a verdade é que o digital também nos levou algum do romantismo e do mistério da fotografia.

Logo à partida, pelo período de revelação. Aqueles dias entre o  regresso de viagem e a saída da porta do laboratório com um monte de envelopes de papel com provas 10×15, em papel mate, ainda a cheirar a impressão fresca, eram intermináveis. E quantas desilusões tivemos quando o resultado impresso não correspondia à memória do nosso olhar ? Mas, também, quantas emoções revivemos ao ver, uma a uma – primeiro em sucessão rápida, depois com atenção dedicada – cada imagem, cada memória impressa em papel ?

Depois, pelo suporte. Hoje, pela quantidade de imagens que fazemos e pela universalidade dos meios de consulta, partilha e acesso, recorremos sistematicamente ao suporte digital.

Para mim, contudo, a fotografia continua a ser papel impresso.

Por isso, procurei encontrar uma solução para poder ter algumas imagens reunidas em papel. Contudo, a edição de livros convencionais, sem patrocínios e sem garantia de viabilidade comercial, depressa se revelou um projecto financeiramente inviável.

Foi então que, um dia, o Zé Vera, me falou da Blurb, um ovo que deixaria o próprio Colombo perplexo.

A Blurb é no fundo uma editora personalizada, onde compomos o nosso próprio livro e o editamos em quantidades mínimas, começando no exemplar único, e qualidade tipográfica irrepreensível. É, também, uma loja digital onde podemos colocar os nossos livros à venda.

No fundo, a maneira de nós, os comuns mortais, podermos ter os  livros publicados.

Já fiz alguns (capas acima), que podem ser vistos na loja on-line da Blurb, aqui .

Divirtam-se !

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