Conceptual Photography by Henrique Frazão

“Born in 1987, Henrique Frazão is a portuguese photographer and architect. Always interested in art, it has been with the architecture course that he started developing his creativity in a deepest way.

Photography, for long one of his passions, has taken an important role on the personal searching of reality, from an unusual point of view. The conceptual component is essential in his works, as the photography explore personal thoughts, fears, beliefs, doubts,… They aren’t a mere aesthetic composition as the concept interpretation is fundamental to the complete understanding of the works.

More than to cause amazement they should trigger thoughts.”

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Assim se apresenta Henrique Frazão que teve a gentileza de me contactar a propósito de uma entrevista que dei à revista “O Mundo da Fotografia Digital”, onde proferi afirmações sobre o que entendo por “fotografia conceptual”.

Nesse texto – que, aliás, reproduzia fielmente as minhas palavras – dizia eu da minha incapacidade para entender a dita “fotografia conceptual” e das minhas duvidas quanto ao percurso futuro deste típo de registo. Contra o qual, uma vez mais, nada tenho enquanto forma de expressão artística, excepto o meu gosto.

Tomei, então, contacto com a fotografia de Henrique Frazão.

A fotografia do Henrique, não se enquadra no meu conceito de “conceptual” que, admito, será talvez redutor porque rejeito, pura, simples e conscientementemente, a intelectualização bacoca e saloia de qualquer forma de expressão, seja ela plástica, gráfica, escrita ou auditiva.

A fotografia contemporanea tem sido particularmente afectada por esse aproveitamento fácil, uma vez que se trata um registo recente, com um percurso histórico de pouco mas de 150 anos, sujeito a evoluções tecnológicas brutais, radicais e continuas.

Corre-se, a meu ver, o risco real de o talento do fotógrafo ser confundido com o resultado de meios tecnológicos avançados. Por oposição, e sem pôr minimamente em questao o extraordinario beneficio da evolucao tecnologica, não existem meios mecânicos que substituam o traço de um pintor, processadores de texto que suplantem a verve de um escritor, maquinaria que compita com um escultor ou programação que ultrapasse a inspiração de um compositor.

Neste sentido, parece-me haver uma diferença significativa entre, por exemplo, a fotografia e o vídeo, apesar de parentes próximos. O registo vídeo continua a contar uma história, boa ou má, enquanto que a fotografia congela um momento unico que deve falar por si próprio. Por isso, para mim, a fotografia é emoção e deve transmitir emoções.

A fotografia mostrada pelo Henrique transmite emoções e, por isso, é fruto de um processo sério de reflexao e procura interior. É uma fotografia intensa que não sei se é, ou não, conceptual.

Sei apenas que, pela minha parte, estaria muito orgulhoso se tivesse feito estas imagens. O Henrique “inventou-as” primeiro, o seu talento está à vista.

Acompanhem o percurso e fixem o nome de Henrique Frazão.

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All photos by Henrique Frazão

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