JMPhoto – Reservatório da Patriarcal

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Actualizei o meu site JMPhoto com uma galeria dedicada ao magnifico Reservatório da Patriarcal, em Lisboa.

Visitem-me, comentem, critiquem !

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Instalado no subsolo do jardim do Príncipe Real, o Reservatório da Patriarcal, também denominado por Reservatório da Praça de D. Pedro V, foi projectado em 1856, integrado no projecto de abastecimento de água a Lisboa do Engenheiro francês Louis-Charles Mary.

Programado para abastecer a zona baixa da cidade de Lisboa, este reservatório foi construído entre 1860 e 1864. A sua forma octogonal coincide com a do polígono representado pelo gradeamento de ferro em volta do lago que está localizado sobre o depósito, no centro do jardim do Príncipe Real.

A cisterna, inicialmente abastecida pelo Aqueduto das Águas Livres e a partir de 1833 pelo sistema Alviela, foi edificada em alvenaria de pedra, sendo composta por dois compartimentos com capacidade total de 884m3 de água. A função principal deste reservatório foi a regulação da pressão entre o Reservatório do Arco (na Rua das Amoreiras) e a canalização da zona baixa da cidade.

Os trinta e um pilares de 9,25 metros, com diferentes larguras, suportam os arcos em cantaria, que por sua vez sustentam as abóbadas. Sobre as abóbadas assentou a bacia (lago) munida com o repuxo. Tanto o lago como o repuxo estariam destinados a arejar as águas antes delas entrarem no depósito.

A água repuxada entrava no reservatório através de quatro aberturas colocadas no fundo da bacia, munidas com tubos que se prolongavam até à superfície da água e que funcionavam como escoadouros.

Partem deste reservatório três galerias :

A primeira rompe da parede de Leste (à altura de 3 metros do fundo) e vai encontrar a galeria do Loreto. Era responsável pelo transporte de água do Reservatório do Arco
A segunda galeria, localizada por baixo da primeira, seguia até à Rua da Alegria onde terminava
A terceira galeria partia da parede do lado ocidental em direcção à Rua de S. Marçal e abastecia a zona poente de Lisboa

O Reservatório da Patriarcal foi desactivado no final dos anos 40, do século XX. Desde 1994 está integrado no Museu da Água que promove e dinamiza visitas livres e guiadas a este espaço.

Fonte: EPAL

Portugal

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Labirinto

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Fotografia: Sommerset House, Londres, by João Martins Pereira

Talvez houvesse uma flor
aberta na tua mão.
Podia ter sido amor,
e foi apenas traição.

É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua …
Ai de mim, que nem pressinto
a cor dos ombros da Lua!

Talvez houvesse a passagem
de uma estrela no teu rosto.
Era quase uma viagem:
foi apenas um desgosto.

É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua…
Só o fantasma do instinto
na cinza do céu flutua.

Tens agora a mão fechada;
no rosto, nenhum fulgor.
Não foi nada, não foi nada:
podia ter sido amor.

David Mourão-Ferreira, in “À Guitarra e à Viola”

Em exposição

Mais uma vez, a Cordeiros Galeria me concede o privilégio de apresentar algumas imagens minhas, integradas na exposição “8 Fotógrafos Contemporaneos”, lado-a-lado com grandes fotógrafos internacionais.

Muito obrigado !
  

Prece

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Prece

Talvez que eu morra na praia
Cercado em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho

Talvez que eu morra na rua
E dê por mim de repente
Em noite fria e sem luar
Irmão das pedras da rua
Pisadas por toda a gente

Talvez que eu morra entre grades
No meio de uma prisão
E que o mundo além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração

Talvez que eu morra no leito
Onde a morte é natural
As mãos em cruz sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal

Pedro Homem de Mello

Aqui, na versão de Amália

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Fotografias: Foz do Arelho, João Martins Pereira As duas últimas imagens, com iPhone

Rush hour

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Rush Hour

by Elaine Terranova

Odd, the baby’s scabbed face peeking over
the woman’s shoulder. The little girl
at her side with her arm in a cast,
wearin a plain taffeta party dress.

The little girl has not once moved
to touch her or to be touched.
Even on the train, she never turns ans says,
‘Mommy.’ Sunlight bobs over her blond head
inclining toward the window. The baby
is excited now. ‘Loo, loo, loo, loo,’
he calls, a wet cresendo. ‘He’s pulling
my hair,’ the little girl at last cries out.

A kind man comes up the aisle to see
the baby. He stares at those rosettes of blood
and wants to know what’s wrong with him.
The woman says a dog bit him. ‘It must have been
a big dog, then.’ ‘Oh, no. A neighbor’s little dog.’
The man say’s, ‘I hope they put that dog to sleep.’
The woman is nearly pleading. ‘It was an accident. He didn’t
mean to do it.’ The conductor, taking tickets,

ask the little girl how she broke her arm.
But the child looks out to the big, shaded houses.
The woman says, ‘She doesn’t like to talk
about that.’ No one has see what is behind
her own dark glasses. She pulls the children to her.
Maybe she is thinking of the arm raised over them,
Its motion would begin like a blessing

Sebastião Salgado : Imperdível

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O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado vai mostrar cerca de 250 imagens na exposição “Génesis”, dedicada à natureza, entre 08 de abril e 02 de agosto, no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa.

A exposição encontra-se em itinerância, e já passou pelo Brasil, depois de ter sido inaugurada no Museu de História Natural de Londres, em 2013.
Chegará a Portugal em abril numa produção da Terra Esplêndida, em conjunto com a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) da Câmara Municipal de Lisboa.

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As imagens captadas por Sebastião Salgado a preto e branco sobre pessoas e natureza, abordando tanto os flagelos da Humanidade como os lugares intocados pelo Homem, têm corrido mundo em livros e exposições.

Esta mostra, com curadoria de Lélia Wanick Salgado, surge na sequência de dois anteriores grandes projetos de Sebastião Salgado: “Trabalhadores” (1993) e “Migrações” (2000), que abordaram o trabalho manual e o movimento de populações no planeta.
Por seu turno, “Génesis”, realizado ao longo de quase uma década, é uma homenagem do fotógrafo à grandiosidade da natureza e ao mesmo tempo um alerta para a fragilidade da Terra, mostrando lugares quase intocados que a Humanidade pode perder se não tomar medidas para a preservar.

As imagens, captadas em varias áreas geográficas, serão apresentadas nas secções “Sul do Planeta”, “Santuários”, “África”, “Espaços a Norte” e “Amazónia e Pantanal”.
Sebastião Salgado, 70 anos, mostrará em Lisboa imagens a preto e branco de fauna e flora em lugares pouco explorados pelo Homem, mas também as comunidades humanas das selvas do Amazonas e da Nova Guiné.

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O conjunto é o resultado de mais de 30 viagens pelo mundo entre 2004 e 2011.
Em julho do ano passado, o fotógrafo brasileiro lançou em Portugal o livro “Da Minha Terra à Terra”, pela editora Individual, que conta pela primeira vez a história pessoal e faz revelações das raízes políticas, éticas e existenciais do seu trabalho.

Nascido a 08 de fevereiro de 1944, em Aimorés, Minas Gerais, Sebastião Salgado é formado em Economia e começou a sua carreira de fotógrafo em Paris, em 1973.

O fotógrafo foi alvo de uma grande exposição em Portugal, em 1993, na inauguração do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde mostrou cerca de 250 imagens.

Membro das agências de fotografia Sygma, Gamma e, posteriormente, a Magnum, Sebastião Salgado fundou a Amazonas Images, com a mulher, Lélia Wanick, em 1994, e juntos criaram o Instituto Terra para a reflorestação da Mata Atlântica brasileira.

In Diário de Notícias